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Quanto cobrar por publi em 2026: como montar sua tabela

Publicado em 17 de outubro de 2026 · Atualizado em 17 de outubro de 2026

Resposta rápida

Para saber quanto cobrar por publi, calcule pelas suas visualizações médias (CPM), some o tempo de produção e cobre à parte direitos de uso, exclusividade e urgência. Como referência, na pesquisa da Veeras de 2026, com 1.330 creators (a maioria com menos de 5 mil seguidores), metade pede entre R$ 100 e R$ 250 por Reels, e a mediana sobe para R$ 500 na faixa de 50 mil a 500 mil seguidores.

Não existe tabela oficial de publi. O preço justo sai de três contas: quanto alcance você entrega (suas visualizações médias), quanto trabalho a peça dá e quais extras a marca quer levar, como direitos de uso, exclusividade e prazo curto.

Para ter um ponto de partida: na pesquisa Quanto cobram creators no Brasil em 2026, da Veeras, metade dos 1.330 creators pesquisados pede entre R$ 100 e R$ 250 por um Reels, com mediana de R$ 150. Como a maioria tem menos de 5 mil seguidores, use esse número como referência para perfis pequenos, e não como teto. A seguir, você vê como calcular o seu valor, montar sua tabela e responder quando a marca perguntar quanto custa.

O que define o preço de uma publi

Seguidor ajuda a abrir a conversa, mas o que a marca compra é atenção. Por isso, o preço depende mais de quantas pessoas veem e reagem ao seu conteúdo do que do número que aparece no perfil.

  • Visualizações médias: quantas pessoas costumam ver seus Reels, TikToks ou stories. É a base do cálculo por CPM.
  • Taxa de engajamento: a proporção de pessoas que curtem, comentam, salvam e compartilham. Mostra se o público presta atenção de verdade.
  • Formato: um Reels dá mais trabalho e continua no perfil, enquanto os stories somem em 24 horas.
  • Nicho e público: um público muito específico ou com poder de compra vale mais para certas marcas. Entre perfis pequenos, porém, o nicho pesa menos: na pesquisa da Veeras, as medianas por nicho ficaram entre R$ 100 e R$ 200 por Reels.
  • Produção: roteiro, gravação, edição, cenário, deslocamento e o tempo gasto com aprovações.
  • Direitos de uso e exclusividade: usar seu vídeo em anúncios ou impedir que você trabalhe com concorrentes custa à parte.
  • Prazo: pedidos para amanhã tiram outros trabalhos da sua agenda e justificam uma taxa de urgência.

Antes de calcular, anote seus números dos últimos 30 a 90 dias nas estatísticas do Instagram e do TikTok. Se precisar de ajuda com a conta do engajamento, veja como calcular a taxa de engajamento ou use a análise de perfil do Instagram com IA da Liga dos Creators, que é grátis e dá uma nota de 0 a 100 para o seu perfil.

Referências de preço de publi em 2025 e 2026

Use os números abaixo como faixas de referência, e não como tabela. Cada fonte mede uma coisa diferente, e a variação entre creators do mesmo tamanho é enorme.

Pesquisa da Veeras (Brasil, 2026)

A pesquisa reuniu os preços de partida declarados por 1.330 creators cadastrados na plataforma, atualizados entre fevereiro e setembro de 2026. São valores pedidos, e não acordos fechados, e 74% dos perfis com seguidores conhecidos têm menos de 5 mil.

  • Reels: metade pede entre R$ 100 e R$ 250, com mediana de R$ 150.
  • Post no feed: metade pede entre R$ 80 e R$ 200, com mediana de R$ 120.
  • Stories: metade pede entre R$ 50 e R$ 100, com mediana de R$ 65. A pesquisa não define se o valor é por tela ou por sequência.
  • De 10 mil a 50 mil seguidores: mediana de R$ 200 por Reels, com metade entre R$ 140 e R$ 300.
  • De 50 mil a 500 mil seguidores: mediana de R$ 500 por Reels, com metade entre R$ 250 e R$ 800. A amostra dessa faixa é pequena (39 creators), então leia como indicação.

Estimativa da AirFluencers (Brasil, 2026)

Em junho de 2026, a plataforma publicou uma tabela de "média de mercado" por porte de perfil, sem detalhar a metodologia:

  • Nano (1 mil a 10 mil seguidores): de R$ 50 a R$ 500 por post no feed e de R$ 50 a R$ 300 por story.
  • Micro (10 mil a 100 mil): de R$ 500 a R$ 3.000 por post e de R$ 300 a R$ 1.500 por story.
  • Macro (100 mil a 1 milhão): de R$ 3.000 a R$ 25.000 por post e de R$ 1.500 a R$ 8.000 por story.
  • Acima de 1 milhão: a partir de R$ 25.000 por post.

CPM citado pela Influency.me (2025)

A Influency.me, plataforma de marketing de influência, cita um CPM final médio de R$ 35 pago por anunciantes, com base em pesquisa interna sem metodologia publicada. CPM é o custo por mil visualizações, a mesma métrica usada para comparar anúncios.

Guia da Later (Estados Unidos, 2026)

O guia de preços da Later, de julho de 2026, é em dólar e voltado ao mercado americano: de US$ 100 a US$ 500 por post para nano e de US$ 500 a US$ 2.500 para micro. Ele é útil pelas proporções: stories custam cerca de metade do valor base, Reels acrescentam de 20% a 30%, e direitos de uso ou whitelisting (anúncios rodando pelo perfil do creator) somam de 30% a 50%.

Repare na distância entre as fontes. Um perfil com 20 mil seguidores pode estar pedindo R$ 200 por Reels, a mediana da Veeras para a faixa, ou mais de R$ 1.000, dentro da faixa da AirFluencers. A diferença vem das visualizações reais, da qualidade, da experiência com marcas e do tipo de cliente, que pode ser uma loja de bairro ou uma marca nacional com agência. Por isso, calcule o seu número em vez de copiar uma faixa.

Três métodos para calcular quanto cobrar por publi

1. Pelo CPM (visualizações médias)

É o método preferido de quem compra mídia, porque compara a publi com um anúncio.

  1. Some as visualizações dos seus últimos 10 vídeos do mesmo formato e divida por 10. Deixe fora da conta os virais que fogem muito da sua média.
  2. Divida a média por 1.000.
  3. Multiplique pelo CPM de referência.
  4. Some o custo de produção.

Exemplo hipotético: seus Reels têm média de 8.000 visualizações. Com um CPM de R$ 35, o valor de mídia é 8 × R$ 35 = R$ 280. Somando R$ 100 de produção, o Reels sai por R$ 380. Quem está começando pode usar um CPM menor e subir conforme junta resultados.

2. Pelo engajamento

Se o seu alcance é pequeno, mas o público comenta, salva e compartilha muito, use isso a seu favor. A conta é o custo por engajamento: o valor cobrado dividido pelo número de interações que um conteúdo seu costuma gerar.

Exemplo hipotético: um Reels de R$ 300 que costuma gerar 600 interações custa R$ 0,50 por interação para a marca. Mostre esse número na proposta e compare com o que a marca gastaria em anúncios para ter o mesmo resultado.

3. Pelo tempo de produção

É o melhor método para quem tem pouca audiência ou para entregas trabalhosas. Defina quanto vale a sua hora e multiplique pelas horas reais, do roteiro à entrega final.

Exemplo hipotético: se a sua hora vale R$ 50 e um Reels leva 4 horas entre roteiro, gravação, edição e ajustes, o seu piso é R$ 200, antes de qualquer extra.

Na prática, faça as três contas. O tempo de produção mostra o seu piso, e o CPM e o engajamento mostram até onde dá para subir.

Quanto cobrar por stories, Reels, feed e TikTok

Defina um valor base, normalmente o do Reels ou do vídeo curto, e calcule os outros formatos a partir dele.

  • Reels: é o formato de referência. Na pesquisa da Veeras, 51% dos creators cobram mais pelo Reels do que pelo post no feed.
  • Stories: na mesma pesquisa, o Reels custa o dobro dos stories na mediana. Diga sempre se o preço é por tela ou por sequência, por exemplo três telas com link.
  • Post no feed ou carrossel: costuma ficar perto do Reels. Um carrossel com muitas fotos produzidas pode custar mais.
  • TikTok: o guia da Later indica que os valores se baseiam nas visualizações médias, e não nos seguidores. Use o método do CPM com os números do seu TikTok.
  • YouTube: uma integração dentro de um vídeo longo dá mais trabalho que um Short e fica no ar por muito mais tempo, então costuma valer mais.
  • Live: cobre pela duração e pela preparação, e combine antes quantas menções e links entram.

Extras que você cobra à parte

Estes itens mudam bastante o valor e devem aparecer separados na proposta.

  • Direitos de uso: a licença para a marca usar o seu vídeo nos canais dela ou em anúncios, por um prazo definido. Quanto mais longo o prazo e mais canais, maior o valor.
  • Anúncio pelo seu perfil: quando a marca impulsiona o post a partir da sua conta, como nos anúncios de parceria do Instagram ou nos Spark Ads do TikTok. Também tem prazo e preço próprios.
  • Exclusividade: compromisso de não fazer publi para concorrentes por um período. Cobre mais quanto maior o prazo e mais ampla a categoria.
  • Urgência: entrega em poucos dias, que exige reorganizar a agenda.
  • Rodadas de ajuste extras: inclua uma ou duas no preço e cobre as seguintes.
  • Conteúdo bruto: os arquivos sem edição, para a marca reeditar.

Escreva sempre o que está incluso. Por exemplo: "Reels de até 60 segundos, 1 rodada de ajustes e uso orgânico no perfil da marca por 30 dias". Sem isso, a marca compara o seu preço com o de quem entrega muito menos.

Como montar sua tabela de preço de influenciador

  1. Escolha o formato base. Calcule o preço do Reels ou do TikTok com os métodos acima.
  2. Derive os outros formatos. Uma sequência de stories pode custar cerca de metade do Reels, em linha com a mediana da pesquisa da Veeras.
  3. Crie dois ou três pacotes. Junte formatos que funcionam bem juntos e dê um desconto pequeno sobre a soma dos itens avulsos.
  4. Liste os extras com preço. Direitos de uso por prazo, exclusividade, urgência e ajuste extra.
  5. Defina as condições. Prazo de entrega, forma de pagamento (por exemplo, metade antes e metade na entrega), nota fiscal e o que acontece se a aprovação atrasar.
  6. Revise a cada três meses. Se as suas visualizações subiram ou você ganhou cases novos, atualize os valores.

Alguns formatos de pacote que costumam fazer sentido:

  • Pacote teste: 1 Reels e 3 stories no dia da postagem, bom para a primeira parceria com uma marca.
  • Pacote lançamento: 1 Reels, 2 sequências de stories com link em dias diferentes e 1 carrossel.
  • Pacote mensal: 2 Reels e 4 sequências de stories ao longo do mês, para marcas que querem frequência.

Uma tabela clara ajuda a marca a decidir rápido. Na vitrine grátis da Liga, você lista serviços com preço, prazo e direitos de uso inclusos, e o link substitui o mídia kit em PDF. O plano grátis aceita até 3 serviços com preço, o suficiente para os seus pacotes principais.

Como responder quando perguntam "qual é o seu valor?"

Não mande um número solto. Primeiro entenda o escopo, depois responda com o preço e com o que está incluso.

Mensagem para entender o pedido: "Oi, [nome]! Obrigada pelo contato, adorei a proposta. Para te passar o valor certo, me conta: quais formatos vocês imaginam (Reels, stories, TikTok)? O conteúdo fica só no meu perfil ou vai para anúncios? Por quanto tempo? Existe exclusividade? E qual é o prazo?"

Resposta com preço: "Para 1 Reels de até 60 segundos e 3 stories com link, o investimento é de R$ [valor], com 1 rodada de ajustes e uso orgânico no perfil da marca por 30 dias. O uso em anúncios entra como extra, por R$ [valor] a cada 30 dias. Entrego em [X] dias úteis depois da aprovação do roteiro."

Se a marca disser que está caro: "Entendo! Para caber no orçamento, consigo ajustar o escopo: só o Reels, sem stories, por R$ [valor]. Assim mantenho a qualidade da entrega."

  • Negocie escopo, e não o valor da peça. Dar desconto sem tirar entregas puxa a sua média para baixo.
  • Pergunte a verba quando estiver em dúvida. "Qual orçamento vocês reservaram para essa ação?" é uma pergunta normal numa negociação.
  • Combine a sinalização. Publi precisa ser identificada como publicidade, inclusive em permuta. Veja as regras de publi do CONAR.

Publi ou UGC: por que o preço é diferente

Na publi, você posta no seu perfil, e a marca paga também pelo seu alcance e pela sua credibilidade com o público. No UGC, você produz o vídeo e entrega para a marca postar ou usar em anúncios. Como o seu alcance não entra, o preço é a produção mais os direitos de uso.

Por isso, um creator UGC com poucos seguidores pode cobrar bem por um vídeo, desde que o uso esteja bem definido. Para esse tipo de job, veja como precificar um vídeo UGC e o guia de preços de UGC.

Erros comuns ao precificar publi

  • Cobrar só pelos seguidores. Marcas olham alcance, visualizações e engajamento.
  • Dar o preço antes de saber o escopo. Assim você acaba incluindo anúncios e exclusividade de graça.
  • Copiar a tabela de outro creator. O público e as visualizações dele não são os seus.
  • Aceitar qualquer permuta. Produto que você não usaria não paga o seu trabalho. Veja quando a permuta vale a pena.
  • Esquecer impostos e custos. Considere nota fiscal, impostos e gastos de produção no preço. Um contador ajuda a definir quanto sobra no fim.
  • Não guardar resultados. Prints de alcance, cliques e vendas justificam o próximo aumento.

Fontes

Perguntas frequentes

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