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Roteiro de vídeo UGC: modelo pronto e 15 ganchos

Publicado em 17 de outubro de 2026 · Atualizado em 17 de outubro de 2026

Resposta rápida

Um bom roteiro de vídeo UGC tem cinco partes: gancho nos primeiros segundos, problema, produto em uso, prova e chamada para ação (CTA). Escreva em tópicos, e não palavra por palavra, e mostre o produto cedo. Use 15 segundos para um benefício só, 30 para a estrutura completa e 60 para review ou tutorial.

Um roteiro de vídeo UGC funciona melhor com cinco blocos, nesta ordem: gancho, problema, produto, prova e CTA. O gancho segura a pessoa nos primeiros segundos, o problema gera identificação, o produto aparece resolvendo, a prova dá credibilidade e o CTA diz o que fazer em seguida.

Neste guia, você encontra um modelo pronto para copiar, um exemplo preenchido, 15 ganchos com exemplos, versões de 15, 30 e 60 segundos e as diferenças entre o roteiro de um anúncio e o de um post orgânico.

A estrutura de um roteiro de vídeo UGC

UGC (user-generated content, ou conteúdo gerado por usuário) é o vídeo com cara de gente real que marcas encomendam a creators para usar em anúncios, no site ou nas redes. Como ele precisa parecer espontâneo, o roteiro não é um texto para decorar. É um mapa do que você vai mostrar e falar em cada momento.

A estrutura de vídeo UGC deste guia tem cinco partes:

  • Gancho: a primeira frase e a primeira imagem. O trabalho dele é fazer a pessoa parar de rolar a tela.
  • Problema: a dor ou o desejo de quem assiste, dito do jeito que essa pessoa falaria.
  • Produto: o produto em uso, resolvendo aquele problema. Mostre, não só descreva.
  • Prova: o que torna a promessa crível, como uma demonstração, um antes e depois real ou um detalhe da sua experiência.
  • CTA: a chamada para ação (do inglês call to action). Uma só, clara e direta.

Essa ordem conversa com o que as próprias plataformas recomendam. A central de ajuda para anunciantes do TikTok orienta a ter um gancho, destacar os diferenciais do produto e terminar com uma chamada para ação clara. O mesmo guia sugere priorizar o gancho nos primeiros 6 segundos e apresentar a proposta do vídeo já nos 3 primeiros.

Pense na estrutura como esqueleto, não como fórmula rígida. Em um vídeo de 15 segundos, problema e prova cabem em uma frase cada. Em um review de 60 segundos, a prova ganha bem mais espaço. Se quiser revisar os conceitos, o glossário explica o que é gancho e CTA.

Modelo de roteiro UGC pronto para copiar

Copie a lista abaixo no bloco de notas do celular e preencha cada linha antes de gravar. Os tempos indicados são para um vídeo de 30 segundos.

  1. Objetivo em uma frase: o que a marca quer que a pessoa sinta, saiba ou faça depois de assistir.
  2. Público: quem vai assistir, com o máximo de detalhe (exemplo: mães de primeira viagem que trabalham fora).
  3. Gancho (0 a 3 s): a frase falada e o que aparece na tela no primeiro segundo.
  4. Texto na tela do gancho: uma linha curta que reforce a fala, para quem assiste sem som.
  5. Problema (3 a 8 s): a dor ou o desejo, com as palavras do público.
  6. Produto (8 a 18 s): o produto em uso, com um ou dois benefícios principais do briefing.
  7. Prova (18 a 25 s): demonstração, detalhe técnico aprovado pela marca, resultado real ou sua experiência de uso.
  8. CTA (25 a 30 s): uma ação só, falada e escrita na tela.
  9. B-roll: a lista de cenas de apoio, sem fala (close do produto, textura, embalagem, uso).
  10. Regras da marca: palavras proibidas, promessas aprovadas, menções obrigatórias e prazo de entrega.

Escrever em tópicos ajuda a soar natural: você grava com as suas palavras, em vez de ler um texto decorado. Se a marca mandar um briefing completo, transfira as informações para esses campos antes de começar. Assim fica fácil ver o que ainda falta perguntar.

Exemplo de roteiro preenchido (30 segundos)

Exemplo hipotético: uma garrafa térmica de 500 ml, para um anúncio de 30 segundos no Reels e no TikTok.

  1. Gancho (0 a 3 s): "Meu café esfriava antes da primeira reunião. Até eu trocar de garrafa." Na tela, você abre a tampa e sai fumaça.
  2. Problema (3 a 8 s): "Eu saio cedo, passo o café em casa e, no meio da manhã, ele já estava frio."
  3. Produto (8 a 18 s): você mostra a garrafa na mão, a tampa abrindo com uma mão só e ela cabendo na bolsa. Fala: "Ela é pequena, cabe na bolsa e abre com um dedo."
  4. Prova (18 a 25 s): "Passei o café às 7h. Olha ele agora." Você serve na xícara e a fumaça aparece. Texto na tela: "café das 7h, servido às 11h40".
  5. CTA (25 a 30 s): "Toca no botão aqui embaixo e escolhe a sua cor." Texto na tela: "Escolha a sua cor".

Repare que a prova é uma demonstração, não uma promessa. Se o briefing informa por quantas horas a garrafa mantém a temperatura, você pode citar o número aprovado pela marca. Se não informa, mostre só o que você testou de verdade.

Isso não é só boa prática. O Código de Defesa do Consumidor proíbe a publicidade enganosa, inclusive por omissão de dado essencial (art. 37), e determina que o fornecedor mantenha os dados que sustentam a mensagem publicitária (art. 36). Na dúvida sobre uma afirmação, pergunte à marca antes de gravar.

15 ganchos para vídeos UGC (com exemplos)

O gancho, ou hook, é o trecho que decide se a pessoa assiste ou passa para o próximo vídeo. Estes 15 modelos de ganchos para vídeos servem para TikTok, Reels e Shorts. Adapte cada um ao produto e ao seu jeito de falar. Todos os exemplos são hipotéticos.

  1. Problema direto: "Se a sua base craquela no fim do dia, presta atenção."
  2. Pergunta de identificação: "Você também perde a chave de casa toda manhã?"
  3. Erro comum: "Para de lavar a frigideira antiaderente desse jeito."
  4. Resultado primeiro: "Esse é o meu armário depois de 20 minutos e quatro caixas organizadoras." Depois, volte ao começo e mostre o processo.
  5. Lista com número: "3 motivos para eu não sair para correr sem esse fone."
  6. POV: "POV: você achou uma marmita que não vaza dentro da mochila."
  7. Opinião impopular: "Opinião impopular: maquiagem de 5 minutos fica melhor que a de 30."
  8. O que ninguém conta: "O que ninguém te conta sobre viajar com criança de 2 anos."
  9. Teste real: "Usei esse aspirador todo dia durante uma semana. Esse é o resultado." Só use se você testou mesmo.
  10. Comparação: "Coador de pano ou de papel? Testei os dois com o mesmo café."
  11. Unboxing: "Chegou o pedido que eu esperei a semana inteira. Vem abrir comigo."
  12. Para quem é: "Isso aqui é para quem mora em apartamento pequeno e não tem onde guardar nada."
  13. Pergunta frequente: "Todo mundo que vem aqui em casa pergunta que cheiro é esse." Use só se for verdade.
  14. Tutorial relâmpago: "Como fazer um delineado gatinho em 1 minuto, mesmo com a mão tremendo."
  15. Ação no primeiro segundo: comece no meio da cena, sem fala, com algo inesperado, como café sendo derramado em um sofá para mostrar um impermeabilizante.

Para o gancho funcionar de verdade:

  • Comece a falar no primeiro segundo, sem "oi, gente" e sem se apresentar.
  • Faça fala, imagem e texto na tela dizerem a mesma coisa.
  • Mostre o produto ou o problema logo no início.
  • Grave duas ou três versões de gancho para o mesmo vídeo. Elas viram variações para a marca testar e podem entrar no orçamento como extra (veja como precificar um vídeo UGC).

Para estudar ganchos que funcionam, use o Top Ads, dentro do Creative Center do TikTok. Ele reúne anúncios de alto desempenho e mostra um gráfico, segundo a segundo, com o momento de maior engajamento de cada vídeo. Dá para filtrar por região, setor e objetivo da campanha. Se precisar de ideias de formato, veja também as 50 ideias de vídeos UGC por nicho.

Roteiros de 15, 30 e 60 segundos

A estrutura é a mesma em qualquer duração. O que muda é o espaço de cada bloco. Para saber se o texto cabe, leia em voz alta com o cronômetro do celular, no ritmo em que você fala no vídeo, e corte o que passar do tempo.

Roteiro de 15 segundos

  • 0 a 3 s: gancho, já com o produto na tela.
  • 3 a 10 s: um benefício só, demonstrado.
  • 10 a 13 s: prova rápida (close, textura ou resultado).
  • 13 a 15 s: CTA.

Use para produtos simples, ofertas e variações de gancho de um vídeo maior.

Roteiro de 30 segundos

  • 0 a 3 s: gancho.
  • 3 a 8 s: problema.
  • 8 a 18 s: produto em uso, com um ou dois benefícios.
  • 18 a 25 s: prova.
  • 25 a 30 s: CTA.

É a duração que comporta a estrutura completa sem correria, como no exemplo da garrafa térmica.

Roteiro de 60 segundos

  • 0 a 3 s: gancho.
  • 3 a 10 s: problema e contexto (sua rotina, por que você procurou uma solução).
  • 10 a 35 s: produto em uso, passo a passo ou três benefícios.
  • 35 a 50 s: prova e respostas às dúvidas mais comuns (preço, tamanho, modo de uso, para quem não serve).
  • 50 a 60 s: CTA.

Use para review, tutorial, comparação e produtos que precisam de explicação.

Desde janeiro de 2025, o Instagram aceita Reels de até 3 minutos. Mesmo assim, defina a duração pelo briefing e pelo objetivo da marca, não pelo limite da plataforma.

Roteiro para anúncio x roteiro para orgânico

O mesmo produto pede roteiros diferentes conforme o destino do vídeo. Pergunte sempre à marca onde o conteúdo será usado, porque isso muda o roteiro e também o preço.

Quando o vídeo vai virar anúncio

  • Gancho direto: o produto ou o problema aparecem nos primeiros segundos.
  • Uma promessa central: a mesma do briefing, sem desvios.
  • CTA explícito: comprar, baixar, agendar, pedir orçamento.
  • Zona livre embaixo: a Meta orienta manter os 35% inferiores de um vídeo vertical 9:16 sem textos, logos ou elementos importantes, porque a interface do Reels cobre essa área.
  • Variações: grave ganchos e CTAs alternativos. O TikTok recomenda testar criativos bem diferentes entre si.
  • Som: a Meta afirma que o áudio, seja música, narração ou efeito sonoro, é um dos principais motores de engajamento no Reels. Capriche na narração e deixe a trilha musical para a marca, que precisa de música licenciada para anunciar.

Quando o vídeo vai para o seu perfil

  • História primeiro: cabe mais contexto e mais da sua personalidade.
  • Produto na rotina: ele aparece como parte do seu dia, não como comercial.
  • CTA mais leve: salvar, comentar, seguir ou "link na bio".
  • Sinalização: se houver pagamento ou outro benefício da marca, como produto ou permuta, trate como publicidade e sinalize.

O guia do CONAR para influenciadores, atualizado em maio de 2026, pede identificação explícita, com as ferramentas da plataforma ou termos como #publi e #publicidade, visível sem precisar clicar em "mais". O Código de Defesa do Consumidor também exige que a publicidade seja identificada de forma fácil e imediata (art. 36). Os detalhes estão no guia sobre regras de publi do CONAR.

Como deixar o roteiro com cara de conversa

  • Grave a partir de tópicos: se precisar de apoio, o app Edits, do Instagram, tem modo teleprompter.
  • Frases curtas: fale como em um áudio para uma amiga.
  • Palavras do dia a dia: troque "fórmula de alta performance" por "hidrata e não pesa", se esse for o benefício aprovado.
  • Um bloco por vez: grave cada parte separada, mais de uma vez, e escolha a melhor na edição.
  • Olho na lente: olhe para a câmera, não para a sua imagem na tela.
  • Detalhe verdadeiro: conte onde, quando e por que você usa o produto.
  • Respiro no começo e no fim: fique um segundo parado antes e depois da fala, para facilitar o corte.

A parte técnica, com luz, áudio e configurações da câmera, está no guia de como gravar vídeo UGC com o celular.

Erros comuns em roteiros UGC

  • Começar com apresentação ("Oi, gente, tudo bem?") em vez do gancho.
  • Demorar para mostrar o produto ou o problema.
  • Listar cinco benefícios em vez de demonstrar bem um ou dois.
  • Prometer resultados que o produto não entrega ou que a marca não aprovou.
  • Pedir várias ações no CTA ("segue, curte, comenta e clica no link").
  • Colocar texto em cima do rosto ou na parte de baixo da tela, onde ficam os botões.
  • Ignorar palavras proibidas e regras do briefing, o que costuma gerar refação.
  • Usar música famosa em vídeo que vai virar anúncio.

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