Glossário
Creator economy
Creator economy é o mercado formado por pessoas que vivem de criar conteúdo e pelas marcas, plataformas e serviços que giram em torno delas.
Falar em creator economy é tratar a criação de conteúdo como trabalho de verdade, com cliente, preço, contrato e imposto, e não como hobby. Em português, o termo também aparece como economia dos criadores.
E ela vai muito além dos famosos. Inclui quem grava vídeos para marcas sem postar no próprio perfil, quem vende cursos para uma comunidade pequena e quem vive de comissões.
Quem faz parte da creator economy
- Creators: influenciadores, que vendem alcance e credibilidade, e creators UGC, que vendem produção de vídeo, mesmo sem grande audiência.
- Marcas: contratam publis, vídeos para anúncios e embaixadores, e pagam comissão a afiliados.
- Plataformas: redes como Instagram, TikTok e YouTube distribuem o conteúdo e, em alguns casos, pagam os criadores diretamente.
- Intermediários e ferramentas: agências, marketplaces e aplicativos de edição, análise e pagamento.
Como os creators ganham dinheiro
A renda costuma vir de várias fontes ao mesmo tempo: publis, vídeos UGC com cachê, permutas, comissões de afiliado, recursos de monetização das redes e produtos próprios, como cursos e consultorias. O guia de como ganhar dinheiro no Instagram detalha cada caminho.
Exemplo hipotético: uma creator de gastronomia com audiência pequena fecha, no mesmo mês, uma publi com um restaurante da cidade, grava vídeos UGC para uma marca de temperos que vão rodar só nos anúncios da marca e ainda ganha comissão com um link de utensílios. Nenhuma dessas rendas depende de fama.
O que muda para marcas e creators
Para as marcas, creators viraram canal de mídia e estúdio de conteúdo ao mesmo tempo. Vale separar o que você compra: alcance, no perfil do creator, ou produção, para usar nos seus canais. E, pelo guia do CONAR, anunciantes e agências também devem orientar, acompanhar e corrigir a sinalização das publis.
Para os creators, a lição é agir como negócio: ter tabela de preços, contrato, nota fiscal e mais de uma fonte de renda. Quem depende de uma única rede fica exposto a mudanças de algoritmo e de regras. Se você está começando a se formalizar, veja se o influenciador pode ser MEI.