Quanto o YouTube paga por 1.000 visualizações em 2026
Publicado em 17 de outubro de 2026 · Atualizado em 17 de outubro de 2026

Resposta rápida
O YouTube não paga valor fixo por visualização: os canais do Programa de Parcerias que já recebem pelos anúncios ficam com 55% da receita dos anúncios nos vídeos longos e 45% da receita alocada nos Shorts. O ganho por mil visualizações (RPM) varia com nicho, país do público e época do ano; a vidIQ estima de US$ 1 a US$ 5 para a maioria dos criadores e de US$ 0,01 a US$ 0,07 nos Shorts (abril de 2026).
O YouTube não paga um valor fixo por visualização. Os canais do Programa de Parcerias do YouTube (YPP, na sigla em inglês) que já recebem pelos anúncios ficam com 55% da receita líquida dos anúncios exibidos nos vídeos longos e 45% da receita alocada a eles nos Shorts. Por isso, o valor por mil visualizações muda de canal para canal e até de mês para mês.
Como referência, a vidIQ, empresa de análise de canais, estima que a maioria dos criadores ganha entre US$ 1 e US$ 5 por mil visualizações, e que os Shorts rendem de US$ 0,01 a US$ 0,07 por mil (abril de 2026). A seguir, você vê como esse cálculo funciona, os requisitos para monetizar no Brasil, o que muda em fevereiro de 2027 e por que os anúncios costumam ser só uma parte da renda de quem vive de YouTube.
Quanto o YouTube paga por 1.000 visualizações
A métrica que responde a essa pergunta é o RPM, sigla em inglês para receita por mil. Segundo a Ajuda do YouTube, ele mostra quanto você ganhou a cada mil visualizações, somando os anúncios e outras fontes, como clubes dos canais, YouTube Premium, Super Chat e Super Stickers. Você acompanha o seu RPM no YouTube Studio, em Estatísticas, na guia Receita.
O YouTube não divulga tabela de valores nem RPM médio por país. Muitas das faixas que circulam vêm de empresas de análise de canais. A vidIQ, em guia publicado em abril de 2026, aponta:
- Em geral: a maioria dos criadores ganha entre US$ 1 e US$ 5 por mil visualizações.
- Shorts: de US$ 0,01 a US$ 0,07 por mil visualizações.
- País do público: espectadores dos EUA podem gerar de 5 a 10 vezes mais receita por visualização do que os de países em desenvolvimento.
A vidIQ não informa de onde vêm esses números nem como foram calculados, e eles refletem sobretudo públicos de mercados com anúncios caros. Se a sua audiência é quase toda brasileira, o seu RPM pode ficar abaixo dessas faixas. Para o Brasil, não existe média oficial, e as faixas em reais que aparecem na internet geralmente não dizem de onde vêm.
CPM e RPM: qual é a diferença
Os dois termos aparecem no YouTube Studio, mas medem coisas diferentes:
- CPM (custo por mil): quanto os anunciantes pagam por mil impressões de anúncio, antes da divisão de receita com o YouTube.
- RPM (receita por mil): quanto você recebe por mil visualizações, já descontada a parte do YouTube.
Segundo a Ajuda do YouTube, o RPM costuma ser menor que o CPM por dois motivos. Ele é calculado depois da divisão de receita e conta todas as visualizações, inclusive as que não exibiram nenhum anúncio.
Exemplo hipotético: um vídeo teve 1.000 visualizações, metade delas com um anúncio, e CPM de R$ 20. Os anunciantes pagaram R$ 10 pelas 500 impressões, e você fica com 55%, ou R$ 5,50. O RPM desse vídeo seria de R$ 5,50, bem abaixo do CPM. Por isso, quando alguém fala em "CPM do YouTube", lembre que esse não é o valor que chega até você.
Requisitos para monetizar no YouTube no Brasil
O Programa de Parcerias tem dois níveis, e os dois valem no Brasil: o país está na lista oficial do nível de entrada, que a Ajuda do YouTube chama de YPP expandido. Os requisitos atuais são:
- Nível de entrada: 500 inscritos, 3 envios públicos válidos nos últimos 90 dias e 3 mil horas de exibição qualificadas nos últimos 12 meses ou 3 milhões de visualizações qualificadas de Shorts nos últimos 90 dias.
- Nível completo: 1.000 inscritos e 4 mil horas de exibição qualificadas nos últimos 12 meses ou 10 milhões de visualizações qualificadas de Shorts nos últimos 90 dias.
O nível de entrada libera o financiamento por fãs (clubes dos canais, Super Chat, Super Stickers e Valeu demais) e os recursos do YouTube Shopping. A divisão da receita de anúncios e do YouTube Premium só começa no nível completo. As visualizações de Shorts não contam para as horas de exibição.
Além dos números, a Ajuda do YouTube pede:
- Seguir as políticas de monetização de canais do YouTube.
- Morar em um país ou região onde o programa está disponível, como o Brasil.
- Não ter advertências ativas por violação das Diretrizes da Comunidade.
- Ativar a verificação em duas etapas na sua Conta do Google.
- Ter acesso aos recursos avançados do YouTube.
- Vincular uma conta ativa do AdSense para YouTube, por onde os pagamentos são feitos.
O que muda em 1º de fevereiro de 2027
O YouTube anunciou mudanças no programa. Segundo a página oficial de mudanças do YPP, a partir de 1º de fevereiro de 2027:
- Novos canais vão precisar de 1.000 inscritos e 8 mil horas de exibição qualificadas nos últimos 365 dias, ou 20 milhões de visualizações qualificadas de Shorts nos últimos 90 dias. Quem já está no programa não é afetado por essa regra.
- Receita dos Shorts: para receber todo mês do Fundo para Criadores de Shorts, o canal vai precisar manter 10 milhões de visualizações qualificadas de Shorts nos últimos 90 dias. Quem ficar abaixo continua no programa e segue ganhando com vídeos longos.
- Canal ativo: será preciso ter 1.000 horas de exibição qualificadas em 365 dias, 1 milhão de visualizações qualificadas de Shorts em 90 dias ou enviar 2 vídeos longos ou 5 Shorts a cada 90 dias. Quem cair abaixo disso terá 90 dias para voltar a cumprir a meta de horas ou de visualizações.
- Novos termos: quem já é parceiro precisa aceitar os termos atualizados no YouTube Studio até 31 de janeiro de 2027. Sem o aceite, o canal não sai do programa, mas para de ganhar com os recursos ligados a esses termos até aceitar.
Os limites do nível de entrada não mudam. O YouTube também prometeu programas de incentivo para Shorts, como bônus no YouTube Shopping e créditos de produção para parcerias com marcas, ainda sem todos os detalhes.
Na prática, se você está perto das 4 mil horas, acompanhe a aba Ganhar dinheiro do YouTube Studio e se inscreva assim que bater a meta. Depois de 1º de fevereiro de 2027, a exigência para quem está entrando dobra.
Como o YouTube divide a receita: vídeos longos e Shorts
A divisão de receita está na página oficial sobre os ganhos do programa:
- Vídeos longos: o YouTube paga 55% da receita líquida dos anúncios exibidos nos seus vídeos públicos.
- Shorts: o YouTube paga 45% da receita alocada ao seu canal no Fundo para Criadores.
- Financiamento por fãs: o YouTube paga 70% da receita líquida de clubes dos canais, Super Chat, Super Stickers e Valeu demais.
Nos vídeos longos, o anúncio aparece no seu vídeo, então a receita fica ligada a ele. Nos Shorts, os anúncios aparecem entre um vídeo e outro do feed. Por isso, o YouTube junta essa receita num fundo, separa uma parte para pagar licenças de música e distribui o restante conforme a participação de cada canal nas visualizações engajadas dos criadores monetizados. Do valor alocado ao seu canal, você fica com 45%.
Na prática, o RPM dos Shorts costuma ser bem menor que o dos vídeos longos, como mostram as faixas da vidIQ. E, a partir de fevereiro de 2027, só entra nessa divisão quem tiver 10 milhões de visualizações qualificadas de Shorts nos 90 dias anteriores.
Do que depende quanto você ganha
O RPM muda porque o preço dos anúncios e a quantidade de anúncios exibidos mudam. Estes são os fatores que mais pesam:
- Nicho: temas que atraem anunciantes dispostos a pagar mais tendem a ter CPM maior. Na estimativa da vidIQ, finanças, seguros, imóveis e negócios ficam entre os nichos de CPM mais alto, e conteúdo infantil, de família e de música, entre os mais baixos.
- País do público: cada país tem um nível diferente de concorrência entre anunciantes, então o CPM varia conforme de onde vêm as suas visualizações, segundo a Ajuda do YouTube.
- Época do ano: os anunciantes dão lances maiores ou menores conforme o calendário. Na estimativa da vidIQ, o último trimestre, de outubro a dezembro, tem o RPM mais alto do ano.
- Duração do vídeo: em vídeos monetizados de 8 minutos ou mais, você pode ativar anúncios intermediários, exibidos no meio do vídeo.
- Formatos de anúncio: cada tipo de anúncio tem um CPM diferente.
- Visualizações sem anúncio: nem toda visualização exibe anúncio. Conteúdo pouco adequado para anunciantes, anúncios desativados e falta de anúncio disponível para aquele espectador derrubam o RPM.
A originalidade também conta. Desde julho de 2025, a política de monetização do YouTube deixa claro que conteúdo produzido em massa ou repetitivo não gera receita, inclusive vídeos feitos com IA a partir de modelos genéricos. Reenviar vídeos de outras pessoas sem comentário original relevante pode tirar a monetização do canal inteiro.
Exemplo hipotético: quanto rende um canal por mês
As contas abaixo são hipotéticas. Os RPMs foram escolhidos só para facilitar o cálculo e não representam uma média do Brasil. A fórmula é sempre a mesma: visualizações ÷ 1.000 × RPM.
Imagine um canal de culinária, com público quase todo brasileiro e já no nível completo do programa, que teve em um mês:
- Vídeos longos: 120 mil visualizações com RPM de R$ 5, ou 120.000 ÷ 1.000 × R$ 5 = R$ 600.
- Shorts: 2 milhões de visualizações com RPM de R$ 0,15, ou 2.000.000 ÷ 1.000 × R$ 0,15 = R$ 300.
- Total: R$ 900 no mês, antes de impostos e retenções.
Agora veja o efeito da regra de 2027. Nesse ritmo, o canal soma cerca de 6 milhões de visualizações de Shorts em 90 dias. A partir de fevereiro de 2027, isso fica abaixo do mínimo de 10 milhões, e os Shorts deixariam de render os R$ 300. Os vídeos longos continuariam pagando normalmente.
Para uma ideia rápida com as faixas da vidIQ (US$ 1 a US$ 5 por mil em geral e US$ 0,01 a US$ 0,07 por mil nos Shorts), lembrando que elas refletem principalmente públicos de mercados com anúncios caros:
- 10 mil visualizações em vídeos longos: de US$ 10 a US$ 50.
- 100 mil visualizações em vídeos longos: de US$ 100 a US$ 500.
- 1 milhão de visualizações em vídeos longos: de US$ 1.000 a US$ 5.000.
- 1 milhão de visualizações em Shorts: de US$ 10 a US$ 70.
É dinheiro de verdade, mas raramente paga as contas sozinho, e a lógica é parecida com a de outras redes. Veja a comparação em quanto o TikTok paga por visualização.
Outras formas de ganhar dinheiro no YouTube
Os anúncios são só uma das fontes de renda na plataforma. Para entender como os creators combinam várias delas, leia quanto ganha um influenciador.
Financiamento por fãs
Com o nível de entrada do programa, a partir de 500 inscritos, você pode ativar formas de os fãs pagarem você diretamente:
- Clubes dos canais: assinatura mensal com benefícios exclusivos para membros.
- Super Chat e Super Stickers: mensagens e figurinhas pagas que ganham destaque no chat das lives.
- Valeu demais: um valor extra que o espectador deixa nos seus vídeos.
Em todos esses recursos, o YouTube repassa 70% da receita líquida. Esses recursos funcionam melhor em canais com comunidade fiel, que acompanha as lives e participa dos comentários.
YouTube Shopping
Desde novembro de 2025, o Brasil tem o Programa de Afiliados do YouTube Shopping. Você marca produtos de lojas parceiras nos seus vídeos, Shorts e lives e ganha comissão quando alguém compra depois de clicar na marcação. No lançamento, os parceiros eram Mercado Livre e Shopee, e o programa exigia estar no YPP e ter mais de 5.000 inscritos.
Hoje, a Ajuda do YouTube inclui os recursos de Shopping, como divulgar produtos de outras marcas, no nível de entrada do programa. Canais de música e canais com conteúdo para crianças não participam. As comissões são pagas pelo AdSense, de 60 a 120 dias depois da compra, prazo que cobre possíveis devoluções. Confira se o seu canal está qualificado na aba Ganhar dinheiro do YouTube Studio.
Publis, integrações e UGC
Para muitos creators, o dinheiro maior vem das marcas: uma integração paga no meio do vídeo, um vídeo dedicado ou um pacote com Shorts. O valor é negociado com a marca e não depende do RPM. Sempre que houver pagamento, marque no YouTube Studio a opção de promoção paga, e o YouTube mostrará um aviso no início do vídeo. No Brasil, a publi também precisa ser sinalizada de forma clara, conforme o Código de Defesa do Consumidor e o guia do CONAR.
Outra opção é produzir vídeos UGC, que a marca publica nos próprios canais e anúncios. Nesse caso, você é pago pelo vídeo, e o tamanho do seu canal pesa menos. Na Liga dos Creators, você monta uma vitrine grátis com portfólio e serviços com preço, prazo e direitos de uso, e negocia direto com a marca, sem taxa sobre o job.
Se você também publica vídeos curtos em outras redes, veja como ganhar dinheiro no TikTok.
Impostos: o que considerar antes de receber
O dinheiro do YouTube é renda e precisa entrar na sua declaração. Este resumo não substitui a orientação de um contador.
- Retenção dos EUA: o Google retém imposto americano sobre a parte dos ganhos gerada por espectadores dos EUA. Com as informações fiscais enviadas, a retenção vai de 0% a 30% dessa parte, conforme o país tenha ou não acordo tributário com os EUA. Os EUA não estão na lista de acordos para evitar a dupla tributação da Receita Federal, então a referência para quem mora no Brasil é 30%.
- Sem informações fiscais: em conta de pessoa física, o Google pode reter 24% dos seus ganhos no mundo todo. Por isso, vale preencher os dados fiscais no AdSense.
- Pessoa física: rendimentos recebidos do exterior entram no carnê-leão, a apuração mensal do imposto de renda, com pagamento até o último dia útil do mês seguinte ao recebimento.
- Empresa: se você recebe pelo CNPJ, a tributação depende do regime. Na Solução de Consulta Cosit nº 185/2025, a Receita Federal entendeu que, no Simples Nacional, a receita de anúncios e interações em vídeos vistos no Brasil não conta como exportação de serviço, mesmo quando paga por plataforma no exterior.
Para entender CNAE, MEI e nota fiscal, leia influenciador pode ser MEI?.
Fontes
- Visão geral do Programa de Parcerias do YouTube expandido — Ajuda do YouTube
- Mudanças no Programa de Parcerias do YouTube — Ajuda do YouTube
- Informações gerais sobre os ganhos no Programa de Parcerias do YouTube — Ajuda do YouTube
- Como entender as estatísticas da receita de anúncios — Ajuda do YouTube
- Gerenciar intervalos de anúncios intermediários em vídeos longos — Ajuda do YouTube
- Uma nova forma de monetizar seu conteúdo: o Programa de Afiliados do YouTube Shopping chega ao Brasil — Blog do YouTube
- Requisitos de tributos dos EUA para lucros no YouTube — Ajuda do YouTube
- How Much Does YouTube Pay Per View in 2026? — vidIQ
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